quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Memorial do Convento : Resumo por Tópicos

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Capítulo I
o    Anúncio da ida de D. João V ao quarto da rainha.
o    Desejo de D. Maria Ana: satisfazer o desejo do rei de ter um herdeiro para o reino.
o    Passatempo do rei: construção, em miniatura, da Basílica de S. Pedro de Roma.
o    Premonição de um franciscano: o rei terá um filho se erguer um convento franciscano em Mafra.
o    Promessa do rei: mandar construir um convento se a rainha lhe der um filho no prazo de um ano.
o    Chegada do Rei ao quarto da rainha, decidido a ver cumprida a promessa feita a Frei António de S. José.

Capítulo II
o    Referência a milagres franciscanos que auguram a promessa real: história de Frei Miguel da Anunciação (o corpo que não corrompia e os milagres); história de Sto. António (seus milagres e castigos); os precedentes franciscanos.
o    Visão crítica do narrador face às promessas e milagres dos franciscanos: o mundo marcado por excesso de riqueza e extrema pobreza.

Capítulo III
o    Reflexões sobre Lisboa: condições de vida; visão abjecta da cidade no Entrudo; crítica a hábitos religiosos, à procissão da penitência, à Quaresma.
o    O estado de gravidez da rainha (da condição de mulher comum à sua infinita religiosidade).
o    O sonho da rainha com o cunhado (tópico da traição).

Capítulo IV
o    Apresentação de Baltasar Mateus: Sete-Sóis, 26 anos, natural de Mafra, maneta à esquerda, na sequência da Batalha de Jerez de los Caballeros (Espanha).
o    Estada em Évora, onde pede esmola para pagar um gancho de ferro e poder substituir a mão
o    Percurso até Lisboa, onde vive muitas dificuldades.
o    Indecisão de Baltasar: regressar a Mafra ou dirigir-se ao Terreiro do Paço (Lisboa) e pedir dinheiro pela mutilação na guerra.
o    Encontro de Baltasar Sete-Sóis com um amigo, antigo soldado: João Elvas.
o    Referências ao crime na cidade lisboeta e ao Limoeiro.

Capítulo V
o    Fragilidade de D. Maria Ana, com a gravidez e com a morte do seu irmão José (imperador da Áustria).
o    Apresentação de Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda (Sete Luas) – condenada ao degredo (Angola), por ter visões e revelações.
o    Espectáculo do auto de fé assistido por Blimunda, na companhia do padre Bartolomeu Lourenço.
o    Proximidade de Baltasar Mateus (Sete-Sóis), que trava conhecimento com Blimunda assim que esta lhe pergunta o nome.
o    Paixão de Baltasar pelos olhos de Blimunda.
o    União de Bartolomeu Lourenço, Blimunda e Baltasar, após o auto de fé, tendo o ex-soldado acompanhado o padre e Blimunda a casa desta, onde comeram uma sopa.
o    Apresentação de Blimunda como vidente (quando está em jejum vê as pessoas “por dentro”).
o    Consumação do amor de Baltasar e Blimunda (19 anos, virgem), com esta a prometer que nunca o olhará por dentro.
Capítulo VI
o    Visão crítica das leis comerciais.
o    Narrativa de João Elvas, a Baltasar, sobre um suposto ataque dos franceses a Lisboa (que mais não era do que a chegada de uma frota com bacalhau).
o    Conflito de Baltasar: saber a cor dos olhos de Blimunda.
o    Deslocação do Padre Bartolomeu Lourenço ao Paço para interceder por Baltasar (a fim de este receber uma pensão de guerra) e compromisso de falar com o Rei, caso tarde a resposta.
o    Apresentação, por João Elvas, de Bartolomeu Lourenço como o Voador (as diversas tentativas levadas a cabo pelo padre para voar, justificando-se, este, que a necessidade está na base das conquistas do homem; o conhecimento da mãe de Blimunda, dadas as visões que esta tinha de pessoas a voar).
o    Questão de Baltasar ao padre: o facto de Blimunda comer pão, de manhã, antes de abrir os olhos.
o    Apresentação da passarola a Baltasar, pelo Padre B. Lourenço (S. Sebastião da Pedreira).
o    Descrição da passarola, a partir do desenho que o padre mostra a Baltasar.
o    Convite do Padre para que Baltasar o ajude na construção da passarola.

Capítulo VII
o    Trabalho de Baltasar num açougue.
o    Evolução da gravidez da rainha, tendo o rei de se contentar com uma menina.
o    Rendição das frotas portuguesas do Brasil aos franceses.
o    Visita de Baltasar e Blimunda à zona enfeitada para o baptismo da princesa, estando aquele mais cansado do que habitualmente, por carregar tanta carne para o evento.
o    Morte do frade que formulou a promessa real; fidelidade de D. João V à promessa.

Capítulo VIII
o    Relação amorosa de Baltasar e Blimunda.
o    Procura de Baltasar a propósito do misterioso acordar de Blimunda: esta conta-lhe que, em jejum, consegue ver o interior das pessoas; daí comer o pão ao acordar para não ver o interior de Baltasar.
o    Indicação de Blimunda, a Baltasar, acerca do seu dom: vê o interior dos outros e “vê” a nova gravidez da rainha.
o    Falha na obtenção da tença pedida ao Paço para Baltasar e despedimento do local onde este trabalhava (açougue).
o    Nascimento do segundo filho do rei, o infante D. Pedro.
o    Deslocação de El-rei a Mafra, para escolher a localização do convento (um alto a que chamam Vela).

Capítulo IX
o    Auxílio de Baltasar ao padre Lourenço na construção da passarola, tendo-lhe este dado a chave da quinta do duque de Aveiro, onde se encontra a “máquina de voar”.
o    Visita de Baltasar à quinta, acompanhado de Blimunda.
o    Inspecção de Blimunda, em jejum, à máquina em construção para descobrir as suas fragilidades.
o    Atribuição, pelo Padre B. Lourenço, dos apelidos de Sete-Sóis e Sete-Luas, respectivamente, a Baltasar e a Blimunda (ele vê “às claras” e ela “vê às escuras”).
o    Deslocação do Padre à Holanda, para aprender com os alquimistas a fazer descer o éter das nuvens (necessário para fazer voar a passarola).
o    Realização de novo auto-de-fé, mas Baltasar e Blimunda permanecemem S. Sebastiãoda Pedreira.
o    Partida de Baltasar e Blimunda para Mafra e do padre para a Holanda, ficando aqueles responsáveis pela passarola.
o    Ida à tourada, antes de Baltasar e Blimunda partirem de Lisboa.
Capítulo X
o    Visita de Baltasar à família, com apresentação de Blimunda e explicação da perda da mão.
o    Vivência conjunta e harmoniosa na família de Baltasar.
o    Venda das terras do pai de Baltasar, por causa da construção do convento.
o    Trabalho procurado por Baltasar.
o    Comparação entre a morte e o funeral do filho de dois anos da irmã de Baltasar e a morte do infante D. Pedro.
o    Nova gravidez da rainha, desta vez do futuro rei.
o    Comparação dos encontros de Baltasar com Blimunda e do rei com a rainha.
o    A frequência dos desmaios do rei e a preocupação da rainha.
o    O desejo de D. Francisco, irmão do rei, casar com a rainha, à morte deste.

Capítulo XI
o    Regresso de Bartolomeu Lourenço da Holanda, passados três anos, e o abandono da abegoaria (quinta de S. Sebastião da Pedreira).
o    Constatação do padre de que Baltasar cuidara da passarola, conforme lhe havia pedido.
o    Deslocação a Coimbra, passando por Mafra para saber de Baltasar e Blimunda.
o    Reflexão sobre o papel que cada um tem na construção do futuro, não estando este apenas nas mãos de Deus.
o    Atribuição de bênção a quem a pede, deparando o padre, no caminho para Mafra, com trabalhadores (comparados a formigas).
o    Conversa do Padre com um pároco, ficando a saber que Baltasar e Blimunda casaram e onde vivem.
o    Visita do padre ao casal de amigos e conversa sobre a passarola.
o    Bartolomeu Lourenço na casa do padre Francisco Gonçalves, a pernoitar.
o    Encontro de Blimunda e Baltasar com padre B. Lourenço, de manhã muito cedo, quando ela ainda está em jejum.
o    Apresentação, a Baltasar e Blimunda, do resultado de aprendizagem do Padre na Holanda: o éter que fará voar a passarola vive dentro das pessoas (não é a alma dos mortos, mas a vontade dos vivos).
o    Pedido de auxílio do Padre a Blimunda: ver a vontade dos homens (esta consegue ver a vontade do padre) e colhê-la num frasco.
o    Deslocação de Bartolomeu Lourenço a Coimbra para aprofundar os seus estudos e se tornar doutor.
o    Ida de Blimunda e Baltasar para Lisboa: ela, para recolher as vontades; ele, para construir a passarola.

Capítulo XII
o    Tomada da hóstia, em jejum: Blimunda descobre que o que está dentro desta é o mesmo que está dentro do homem – a religião.
o    Festividades da inauguração da construção do convento e do lançamento da primeira pedra (três dias), a ter lugar numa igreja–tenda ricamente decorada e com a presença de D. João V.
o    Baltasar e Blimunda na inauguração.
o    Passada uma semana, partida do casal para Lisboa.
Capítulo XIII
o    Verificação de Baltasar relativamente ao estado enferrujado da máquina, seguida dos arranjos necessários e da construção de uma forja enquanto o padre não chega.
o    Chegada do padre, dizendo a Blimunda que serão necessárias, pelo menos, duas mil vontades para a passarola voar (tendo ela apenas recolhido cerca de trinta).
o    Conselho do Padre para que Blimunda recolha vontades na procissão do Corpo de Deus.
o    Regresso do Padre a Coimbra para concluir os seus estudos.
o    Trabalho de Baltasar e Blimunda na máquina, durante o Inverno e a Primavera, e chegada, por vezes, do padre com esferas de âmbar amarelo (que guardava numa arca).
o    Perspectivas de a procissão do Corpo de Deus ser diferente do normal.
o    Perda da capacidade visionária de Blimunda, com a chegada da lua nova.
o    Saída da procissão (8 de Junho de 1719) – só no dia seguinte, com a mudança da lua, Blimunda recupera o seu poder.
Capítulo XIV
o    Regresso do Padre Bartolomeu Lourenço de Coimbra, doutor em cânones.
o    Novo estatuto do padre: fidalgo capelão do rei, vivendo nas varandas do Terreiro do Paço.
o    Relação do padre com o rei: este apoia a aventura da passarola, exprimindo o desejo de voar nela.
o    Lição de música (cravo) da infanta D. Maria Bárbara (8 anos), sendo o seu professor o maestro Domenico Scarlatti.
o    Conversa do padre com Scarlatti, depois da lição.
o    Audição, em toda a Lisboa, de Scarlatti a tocar cravo, em privado.
o    Scarlattiem S. Sebastiãoda Pedreira, a convite de Bartolomeu Lourenço (após dez anos de Baltasar e Blimunda terem entrado na quinta).
o    Apresentação a Scarlatti do casal e da máquina de voar.
o    Convite a Scarlatti para visitar a quinta sempre que quiser.
o    Ensaio do sermão de Bartolomeu Lourenço para o Corpo de Deus (tema: Et ego in illo).
Capítulo XV
o    Censura do sermão de Bartolomeu Lourenço por um consultor do Santo Ofício.
o    S. Sebastião da Pedreira recebe o cravo de Scarlatti.
o    Vontade de Scarlatti voar na passarola e tocar no céu.
o    Ida de Baltasar e Blimunda a Lisboa (dominada pela peste), à procura de vontades.
o    Doença estranha de Blimunda, após a recolha de duas mil vontades.
o    Apoio de Baltasar e recuperação de Blimunda após audição da música de Scarlatti.
o    Encontro do casal com o padre Bartolomeu Lourenço.
o    Remorsos de Bartolomeu Lourenço por ter colocado Blimunda em perigo de vida.
o    Vontade de Bartolomeu Lourenço informar o rei de que a máquina está pronta, não sem a experimentar primeiro.

Capítulo XVI
o    Reflexão sobre o valor da justiça.
o    Morte de D. Miguel, irmão do rei, devido a naufrágio.
o    Necessidade de o Rei devolver a quinta de S. Sebastião da Pedreira ao Duque de Aveiro, após anos de discussão na Justiça.
o    Vontade do Padre experimentar a máquina para, depois, a apresentar ao rei.
o    Receio do Padre face ao Santo Ofício: o voo entendido como arte demoníaca.
o    Fuga do Padre, procurado pela Inquisição, na passarola.
o    Destruição da abegoaria para a passarola poder voar.
o    Voo da máquina com o Padre, Baltasar e Blimunda e descrição de Lisboa vista do céu.
o    Abandono do cravo num poço da quinta para Scarlatti não ser perseguido pelo Santo Ofício.
o    Perseguição de Bartolomeu Lourenço pela Inquisição.
o    Divisão de tarefas na passarola e preocupação do Padre: se faltar o vento a passarola começa a cair e o mesmo acontecerá quando o sol se puser.
o    Visão de Mafra a partir do céu: a obra do convento, o mar.
o    Cepticismo dos habitantes que vêem a passarola nos céus.
o    Descida e pouso da passarola numa espécie de serra, com a chegada da noite.
o    Tentativa de destruição da passarola, por Bartolomeu Lourenço (fogo), mas Baltasar e Blimunda impedem-no.
o    Fuga do padre e camuflagem da máquina com ramos das moitas, na serra do Barregudo.
o    Chegada de Baltasar e Blimunda, dois dias depois, a Mafra, fingindo que vêm de Lisboa.
o    Procissão em Mafra em honra do Espírito Santo, que sobrevoou as obras da basílica (na perspectiva dos habitantes).

Capítulo XVII
o    Trabalho procurado por Baltasar e Álvaro Diogo com a hipótese de ele trabalhar nas obras do convento.
o    Baltasar na Ilha da Madeira, local de alojamento para os trabalhadores do convento.
o    Descrição da vida nas barracas de madeira (mais de 200 homens que não são de Mafra).
o    Verificação do atraso das obras (feita por Baltasar) – motivos: chuva e transporte dos materiais dificultam o avanço.
o    Notícias de um terramoto em Lisboa.
o    Regresso de Baltasar ao Monte Junto, onde se encontra a passarola.
o    Visita de Scarlatti ao convento e encontro com Blimunda, sendo esta informada de que Bartolomeu de Gusmão morreu em Toledo, no dia do terramoto.
Capítulo XVIII
o    Enumeração dos bens do Império de D. João V.
o    Enumeração dos bens comprados para a construção do convento.
o    Realização de uma missa numa capela situada entre o local do futuro convento e a Ilha da Madeira.
o    Apresentação dos trabalhadores do convento e apresentação de Baltasar Mateus (já com 40 anos).
Capítulo XIX
o    Os trabalhos de transporte de pedra-mãe (Benedictione).
o    Mudança de serviço no trabalho de Baltasar: dos carros de mão à junta de bois.
o    Notícia da necessidade de ir a Pêro Pinheiro buscar uma pedra enorme (Benedictione).
o    Trabalho dos homens em época de calor e descrição da pedra.
o    Ferimento de um homem (perda do pé) no transporte da pedra (“Nau da Índia”).
o    Narrativa de Manuel Milho (história de uma rainha e de um ermitão).
o    Segundo dia do transporte da pedra e retoma da narrativa de Manuel Milho.
o    Chegada a Cheleiros e morte de Francisco Marques (atropelado pelo carro que transporta a pedra) bem como de dois bois.
o    Velório do corpo do trabalhador.
o    Manuel Milho retoma a narrativa.
o    Missa e sermão de domingo.
o    Final da história narrada por Manuel Milho.
o    Chegada da pedra ao local da Basílica, após oito dias de percurso.

Capítulo XX
o    Regresso de Baltasar, na Primavera, ao Monte Junto, depois de seis ou sete tentativas.
o    Companhia de Blimunda, passados três anos da descida da passarola, nesse regresso.
o    Confidência de Baltasar ao pai: o destino da sua viagem e o voo na passarola.
o    Renovação da passarola graças à limpeza feita por Baltasar e Blimunda.
o    Descida do casal a Mafra, localidade infestada por doenças venéreas.
o    Morte do pai de Baltasar.
Capítulo XXI
o    Auxílio desmotivado da Infanta D. Maria e do Infante D. José na construção da Basílica de S. Pedro (brinquedo de D. João V).
o    Encomenda de D. João V ao arquitecto Ludovice para construir uma basílica como a de S. Pedro na corte portuguesa.
o    Desencorajamento de Ludovice, convencendo o rei a construir um convento maior em Mafra.
o    Conversa de D. João V com o guarda-livros sobre as finanças portuguesas e preparativos para o aumento da construção do convento em Mafra.
o    Intimação de um maior número de trabalhadores para cumprimento da vontade real.
o    O rei e o medo da morte (que o possa impedir de ver a obra final).
o    Vontade de D. João V em sagrar a basílica no dia do seu aniversário, daí a dois anos (22/10/1730).
o    Chegada de um maior número de trabalhadores a Mafra (500).
Capítulo XXII
o    Casamento da Infanta Maria Bárbara com o príncipe D. Fernando de Castela e casamento do príncipe D. José com Mariana Vitória.
o    Participação de João Elvas no cortejo real para encontro dos príncipes casadoiros.
o    Partida do rei para Vendas Novas.
o    Percurso do rei na direcção de Montemor.
o    Trabalho de João Elvas no arranjo das ruas, após chuva torrencial, para que o carro da rainha e da princesa possa prosseguir para Montemor.
o    Esforço dos homens para tirar o carro da rainha de um atoleiro.
o    João Elvas recorda o companheiro Baltasar Mateus junto de Julião Mau-Tempo.
o    Conversa destes e a suspeita de que Baltasar voou com Bartolomeu de Gusmão.
o    Tempo chuvoso no percurso de Montemor a Évora.
o    Lembrança da princesa de que desconhece o convento que se está a erguer em favor do seu nascimento, depois de ver homens presos a serem enviados para trabalhar em Mafra.
o    Encontro do rei com a rainha e os infantes em Évora.
o    Cortejo real dirigido para Elvas, oito dias após a partida de Lisboa para troca das princesas peninsulares.
o    Reis de Espanha em Badajoz.
o    Chegada do rei, da rainha e dos infantes ao Caia, a 19 de Janeiro.
o    Cerimónia da troca das princesas peninsulares.
Capítulo XXIII
o    Cortejo de estátuas de santos em Fanhões.
o    Deslocação de noviços para Mafra nas vésperas de sagração do convento.
o    Chegada dos noviços.
o    Regresso de Baltasar a casa depois do trabalho.
o    Ida de Baltasar e Blimunda ao local onde se encontram as estátuas.
o    Apreensão de Blimunda ao saber que passados seis meses Baltasar vai ver a passarola.
o    O casal no círculo das estátuas e reflexão sobre a vida e a morte.
o    Despedida amorosa de Baltasar e Blimunda na barraca do quintal.
o    Chegada de Baltasar à Serra do Barregudo.
o    Entrada de Baltasar na passarola, seguida da queda deste e do voo da máquina.
Capítulo XXIV
o    Espera de Blimunda e posterior busca de Baltasar.
o    Entrada do rei em Mafra.
o    Grito de Blimunda ao chegar ao Monte Junto, depois de descobrir que a passarola não se encontrava no local habitual.
o    Encontro de Blimunda com um frade dominicano que a convida a recolher-se numa ruínas junto ao convento.
o    Tentativa de violação de Blimunda pelo frade e morte deste com o espigão que ela lhe enterra entre as costelas.
o    Blimunda faz o caminho de regresso a casa.
o    A ansiedade de Blimunda depois de duas noites sem dormir.
o    Final das festividades do dia, em Mafra.
o    Informação de Álvaro Diogo sobre quem está para chegar a Mafra.
o    Dia do aniversário do rei e da sagração da basílica.
o    Cortejo assistido por Inês Antónia e Álvaro Diogo, acompanhados por Blimunda.
o    Bênção do patriarca na Benedictione.
o    Final do primeiro dos oito dias de sagração e saída de Blimunda para procurar Baltasar.
Capítulo XXV
o    Procura de Baltasar por Blimunda ao longo de nove anos.
o    Apelido de Blimunda: a voadora.
o    Identificação de Blimunda com a terra onde ela permaneceu por largo tempo a ajudar os que dela se socorriam: Olhos de Água.
o    Passagem de Blimunda por Mafra e tomada de conhecimento da morte de Álvaro Diogo.
o    Sétima passagem desta por Lisboa.
o    Encontro de Blimunda (em jejum) com Baltasar, que está a ser queimado num auto-de-fé, junto com António José da Silva (O Judeu), em 1739.
o    Recolha da vontade de Baltasar por Blimunda.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Personalidades históricas em "Felizmente Há Luar!" - Tempo da escrita

Humberto Delgado
Humberto da Silva Delgado nasceu em 1906 na Brogueira, Torres Novas.
Termina o Colégio Militar em 1922 e entra na Escola do Exército onde consegue o primeiro lugar no final do curso de Artilharia em 1925. No posto de tenente frequenta o curso de piloto aviador e segue a carreira aeronáutica. Apoia o movimento de 28 de Maio, desempenha cargos na Legião Portuguesa e faz parte do Conselho Técnico da Mocidade Portuguesa.
Publica várias obras. Entre outras, "Da Pulhice Do Homo Sapiens", "Aviação, Exército, Marinha, Legião", "Aeronáutica Portuguesa", "A marcha para as Índias". Em 1939 a peça de teatro "28 de Maio", radiodifundida pelo Rádio Club Português, é publicado sob a forma de livro nesse mesmo ano.
Nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil, tem papel importante na criação da TAP- Transportes Aéreos Portugueses.
Desempenha com todo o mérito papel importantíssimo nas negociações para instalação das Bases Aliadas nos Açores.
Aos 47 anos é o mais novo general das Forças Armadas Portuguesas. Um ano antes ocupara o lugar de adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e era membro do comité dos Representantes Militares da NATO, trabalhando cinco anos no Pentágono.
A rotura com o Estado Novo não surge de maneira precisa, mais ou menos relacionada com factos ou situações definidas. Não se compreende de forma clara um possível processo evolutivo.
Em 1950, possivelmente reagindo à prisão de Henrique Galvão, amigo de longa data, escreve algumas linhas sobre o carácter autoritário de Salazar; se não é a primeira demonstração do começo do afastamento, é certamente das primeiras.
Medeiros Ferreira dirá mais tarde, num suplemento do jornal "Publico", que já em 1956 Humberto Delgado seria falado como possível contrapeso ao excessivo e concentrado poder de Salazar e do seu Ministro Santos Costa.

Oliveira Salazar

António de Oliveira Salazar, nasceu em 1889 em Santa Comba Dão, uma aldeia de  Vimieiro. Era filho de um feitor humilde.

Em 1900, depois de completar os seus estudos na escola primária, António Salazar entrou no seminário de Viseu. Em 1908, o seu último ano lectivo no Seminário, tomou finalmente contacto com toda a agitação que reinava em Viseu. Licenciado em Direito, foi nesta mesma faculdade que lhe e concebido o grau de Doutor, na qual viria  a ser professor catedrático. Era conhecido por um homem sério, introspectivo, austero, católico e conservador.

Foi também António de oliveira Salazar, que fundou o centro católico português, em 1917.
Iniciou o seu cargo como ministro das Finanças em 1928, depois de uma revolução, permanecendo neste até 1932.
Foi o político que entre 1932 e 1968 dirigiu os destinos de Portugal, com o cargo de primeiro-ministro. Foi fundador e chefe da União Nacional a partir de 1931. Ele também foi o fundador e principal mentor do Estado Novo, substituindo a Ditadura Militar. Também exerceu o cargo de Presidente interino da República, mas somente no ano de 1951.

Em 1968, depois de uma vida dedicada a Portugal, Salazar começou a doenças do foro neurológico, e um dia acabou por cair de uma cadeira causando-lhe hematomas cerebrais que se foram agravando ao longo do tempo, acabando por falecer em 27 de Julho de 1970 em Lisboa.

Personalidades historicas em "Felizmente Há Luar!" - Tempo da História

Marechal Beresford
Beresford frequentou a academia militar de Estrasburgo e em Agosto de 1785 foi aceite como cadete no 6º Regimento de Infantaria. Em 1793 era capitão, servindo com a Frota britânica do Mediterrâneo, tendo-se notabilizado na ocupação da Córsega. Em 1794 era tenente-coronel, servindo na Índia a partir de 1799. Em 1801 participou na campanha do Egito, comandando o seu regimento que pertencia ao contingente enviado da Índia.
Em 1806, participou, com o posto de Brigadeiro, na captura do Cabo da Boa Esperança, e mais tarde, em 27 de Julho, ocupou a cidade de Buenos Aires. O levantamento da população da colónia espanhola em Agosto obrigou-o à capitulação, tendo sido feito prisioneiro. Conseguiu fugir seis meses mais tarde, regressando a Inglaterra. Em finais de 1807, devido à invasão de Portugal pelo exército de Junot, ocupou a ilha da Madeira, sendo promovido a Major-General em Abril de 1808. Foi transferido para o exército que desembarcou em Portugal em Agosto desse ano, chegando a Lisboa, já liberta da ocupação francesa, em Setembro. Mais tarde, comandou uma Brigada do Exército britânico que, sob o comando de John Moore, foi enviado para Espanha, tendo participado na Batalha da Corunha.
Escolhido pelo governo britânico para comandar o Exército português, é-lhe atribuído o posto de Marechal do Exército. A sua missão, ao contrário do que se afirma, não foi tanto a de reorganizar o exército, mas sim a de compatibilizar a organização e a tática existentes no exército português com a britânica, permitindo uma atuação conjunta no campo de batalha. É mais tarde que os seus poderes serão alargados, por meio da Carta Régia de 18. , que lhe permitirá propor mudanças na estrutura do exército, assim como das Milícias e das Ordenanças, sem que estas tenham de passar pelo Conselho de Regência, e pelo crivo de D. Miguel Pereira Forjaz.
General com poucas qualidades para o comando em campanha, as suas falhas neste aspecto são conhecidas, sobretudo o seu incompetente posicionamento das forças aliadas na preparação da Batalha de Albuera em 1811; batalha que ganhou devido à iniciativa individual dos seus subordinados. Mas já durante a campanha de 1809 contra Soult tinha mostrado dificuldade em tirar partido de uma situação favorável, ao não apoiar convenientemente o general Silveira, na luta que este travava contra o exército de Soult em retirada. Depois de Albuera, nunca mais terá um comando independente, só voltando a dirigir tropas em 1814, durante a invasão do sul de França, mas sempre sob o comando direto e preocupado de Wellington.
Com o fim da guerra em 1814 mantêm-se no comando do Exército português. Devido ao regresso de Napoleão a França em 1815, tenta organizar uma força expedicionária para se reunir ao exército britânico nos Países Baixos, que se preparava para invadir a França, não conseguindo os seus intentos devido à oposição da Regência. Viaja para o Brasil onde consegue do Rei poderes mais alargados, sendo feito Marechal-General. Devido à Revolução de 1820, é demitido das suas funções, não lhe sendo permitido desembarcar em Portugal, quando chegou a Lisboa em Outubro vindo do Brasil.
Regressou a Portugal em 1826, mas a sua pretensão de regressar ao comando do Exército não foi aceite.  Foi membro do primeiro governo de Wellington, de 1828 a 1830, com um título equivalente em Portugal ao posto militar de Diretor do Arsenal.

Gomes Freire de Andrade
 Filho de Ambrósio Freire de Andrade, embaixador de Portugal em Viena, Gomes Freire de Andrade, nascido em 27 de Janeiro de 1757, regressou a Portugal, pela mão do embaixador de Portugal em Viena, o conde de Oyenhausen e de sua mulher, D. Leonor de Almeida Portugal, a célebre poetisa, que ficará conhecida como marquesa de Alorna. Este regresso foi apoiado em Portugal pelo duque de Lafões, entretanto regressado a Portugal, que tinha conhecido bem o pai, quando da sua prolongada estadia na capital austríaca.
Regressou a Lisboa em Setembro, promovido a tenente do mar da Armada Real, e em Abril de 1788 voltou ao antigo regimento no posto de sargento-mor. Tendo alcançado licença para servir no exército de Catarina II, em guerra contra a Turquia, partiu para a Rússia. Em São Petersburgo conquistou as maiores simpatias na corte e da própria imperatriz. Na campanha de 1788-1789, comandada pelo príncipe Potemkin, distinguiu-se nas planícies do rio Danúbio, na Guerra da Criméia e, sobretudo, no cerco de Oczakow, alegadamente o primeiro a entrar na frente do regimento quando a praça se rendeu em 17 de outubro de 1788, depois de cerco prolongado. Na hora das condecorações esqueceram-se dele, negando-lhe a Comenda de São Jorge. Contudo, Gomes Freire protestou, pediu atestados de heroísmo ao coronel Markoff, e a imperatriz condescende, atribuindo-lhe o posto de coronel do seu exército que, em 1790, lhe foi confirmado no exército português, mesmo ausente.
Depois, na esquadra do príncipe de Nassau, salvou-se milagrosamente durante a batalha naval de Schwensk, quando os canhões suecos afundaram a "bateria flutuante" que ele comandava. Perdeu-se toda a tripulação, mas Gomes Freire conseguiu salvar-se, acabando por receber o hábito de São Jorge, uma das Ordens mais importantes da Rússia, não das mãos da imperatriz, como se tem dito, mas sim do príncipe de Nassau, em nome da imperatriz. Houve rumores de simpatia e entusiasmo da czarina por Freire de Andrade, aparentemente confirmado pelas desinteligências entre ele e o príncipe de Potemkin, favorito conhecido.
Voltou a Lisboa, nomeado coronel do regimento do marquês das Minas, prestes a embarcar para a Catalunha, na divisão que Portugal enviava auxiliar a Espanha contra a República francesa e a que chegou em 11 de Novembro de 1793, seguindo por terra.
Em Arles, acampou em quartéis de inverno o seu Regimento e o de Cascais, que constituíam a 2ª Brigada, comandada por ele. Segundo Latino Coelho, começa aí a evidenciar-se o espírito indisciplinado e irrequieto de Gomes Freire; desordeiro e intrigante, "o ânimo altivo do coronel, avesso, como era a toda a sujeição, difundia na divisão auxiliar o fermento da indisciplina".
Mas, apesar das vitórias do exército hispano-português sobre os republicanos da Convenção, a guerra do Roussillon ia-se tornar numa armadilha: os espanhóis tinham 18 mil feridos em hospitais e os portugueses mil homens fora de combate, enquanto os franceses recebiam constantes reforços. Em 29 de Abril de 1794, o general Dugommier atacou a esquerda do exército espanhol, composta de corpos da divisão portuguesa, que sustentou o fogo do romper da manhã às 14 h, salvando o exército espanhol.
Regressado a Portugal, veio a integrar a "Legião Portuguesa" criada por Junot e que, sob o comando do marquês de Alorna, partiu para França em Abril de 1808, onde foi recebida por Napoleão Bonaparte no dia 1º de Junho. Participou na campanha da Rússia.
Acabou enforcado em frente da fortaleza de São Julião da Barra, em 18 de Outubro de 1817, após a descoberta de uma conspiração contra a regência, em que pontificava o seu primo Miguel Pereira Forjaz, a quem se tinha sempre oposto, do Rossilhão a 1808, e com quem tinha convivido desde os quartéis do regimento de Peniche. Durante a República o dia da sua morte foi feriado nacional.

Tempo da Acção em "Felizmente Há Luar!"

Grande concentração do tempo.
Acto I – a acção decorre em dois dias.
Acto II – a acção decorre em cinco meses.

Tempo da Escrita em "Felizmente Há Luar"

Início da guerra colonial em Angola (1961);
Múltiplos afloramentos de contestação internam (greves, movimentos estudantis);
Pequenos «golpes palacianos» prenunciadores de clivagens internas, no seio do próprio poder;
Os “bufos”, apesar de disfarçados, colhiam informações e denunciavam; a censura e severas medidas de repressão e tortura, condenando-se até sem provas.
Crescente aparecimento de movimentos de opinião organizados, a par da oposição política que, embora reprimida, fazia sentir a sua voz, nomeadamente na existência de eleições livres e democráticas;

Espaço e Tempo da hístoria em "Felizmente Há Luar!"


Espaço

A mutação de espaço físico é sugerida essencialmente pelos efeitos de luz. O espaço cénico é pobre, reduz-se a alguns objectos que têm a função de ilustrar o espaço social. Esta simplicidade parece ser intencional e mais importante que os cenários são a intensidade do drama que é realçada por esta economia de meios.

Tempo
Crise generalizada a todos os níveis: político, militar, económico e ideológico.
Ausência do Rei no Brasil;
Junta governativa/falta de identidade nacional;
Permanência de oficiais ingleses nos postos do exército português;
Clima de recessão económica e de instabilidade social decorrente das invasões francesas (1807, 1809, 1810);
Crise económica devido à independência económica do Brasil;
Miséria e ruína agrícola, comercial e industrial;
Perseguições políticas constantes reprimindo a liberdade de expressão, a circulação de ideias e qualquer tentativa de implantação do liberalismo;
Rodeados de delatores que se vendiam a baixo preço, os governadores do reino procuravam nomes de conspiradores. Não interessava quem era acusado e tão pouco importava a inocência ou a culpa de cada um. A necessidade de manter a ordem, de evitar a rebelião era superior à justiça dos atos.
Grande poder e corrupção da Igreja, ideia da origem divina dos reis;
Gérmenes do movimento liberal.
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Elementos Simbolicos em "Felizmente Há Luar!"


Saia verde: A saia encontra-se associada à felicidade e foi comprada numa terra de liberdade: Paris, no Inverno, com o dinheiro da venda de duas medalhas. A saia é uma peça eminentemente feminina e o verde encontra-se destinado à esperança de que um dia se reponha a justiça. Sinal do amor verdadeiro e transformador, pois Matilde, vencendo aparentemente a dor e revolta iniciais, comunica aos outros esperança através desta simples peça de vestuário. O verde é a cor predominante na natureza e dos campos na Primavera, associando-se à força, à fertilidade e à esperança.

Título: Duas vezes mencionado, inserido nas falas das personagens (por D.Miguel, que salienta o efeito dissuasor das execuções e por Matilde, cujas palavras remetem para um estímulo para que o povo se revolte).

A luz: Como metáfora do conhecimento dos valores do futuro (igualdade, fraternidade e liberdade), que possibilita o progresso do mundo, vencendo a escuridão da noite (opressão, falta de liberdade e de esclarecimento), advém quer da fogueira quer do luar. Ambas são a certeza de que o bem e a justiça triunfarão, não obstante todo o sofrimento inerente a eles. Se a luz se encontra associada à vida, à saúde e à felicidade, a noite e as trevas relacionam-se com o mal, a infelicidade, o castigo, a perdição e a morte. A luz representa a esperança num momento trágico.

Noite: Mal, castigo, morte, símbolo do obscurantismo

Lua: Simbolicamente, por estar privada de luz própria, na dependência do Sol e por atravessar fases, mudando de forma, representa: dependência, periodicidade. A luz da lua, devido aos ciclos lunares, também se associa à renovação. A luz do luar é a força extraordinária que permite o conhecimento e a lua poderá simbolizar a passagem da vida para a morte e vice-versa, o que aliás, se relaciona com a crença na vida para além da morte.

Luar: Duas conotações: para os opressores, mais pessoas ficarão avisadas e para os oprimidos, mais pessoas poderão um dia seguir essa luz e lutar pela liberdade.

Fogueira: D. Miguel Forjaz – ensinamento ao povo; Matilde – a chama mantém-se viva e a liberdade há-de chegar.

Fogo: é um elemento destruidor e ao mesmo tempo purificador e regenerador, sendo a purificação pela água complementada pela do fogo. Se no presente a fogueira se relaciona com a tristeza e escuridão, no futuro relacionar-se-á com esperança e liberdade.

Moeda de cinco reis: símbolo do desrespeito que os mais poderosos mantinham para com o próximo, contrariando os mandamentos de Deus.

Tambores: símbolo da repressão sempre presente.

Sinos: Traduzem o perverso envolvimento da Igreja nos assuntos do Estado, contribuindo para a repressão imposta sobre o povo (anunciam a morte de Gomes Freire). Contribuem para a denúncia da deturpação da mensagem evangélica ao serviço de interesses mesquinhos e materiais.

Cadeiras: Descritas como «pesadas e ricas com aparência de trono», simbolizam a opulência, o poder tirânico e absolutista dos governadores e a violência e caducidade do sistema monárquico.