terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Demagogia-Mod 6

O que é a Demagogia?
A Demagogia é uma ideia política que consiste em apelar a emoções e sentimentos (amor, ódio, medo, inveja, desejo) para ganhar o apoio popular, frequentemente mediante o uso da retórica e da propaganda.
As promessas que os políticos se propõem realizar, durante as campanhas eleitorais, são habitualmente rotuladas de demagógicas, quando a sua realização é altamente improvável. 

Mas a demagogia não acontece apenas nas campanhas eleitorais. Um exemplo de discurso demagógico é referência aos vencimentos dos políticos comparando-os com as renumerações das classes mais desfavorecidas, no intuito de provocar a inveja destas.
Aqueles praticam a demagogia são denominados ‘demagogos’.

O Discurso Político-Mod 6

-discurso de Cavaco Silva
O discurso político é, por excelência, o lugar de um jogo de máscaras. Toda palavra pronunciada no campo político deve ser tomada ao mesmo tempo pelo que ela diz e não diz. Jamais deve ser entendida ao pé da letra, numa transparência ingénua, mas como resultado de uma estratégia cujo enunciador nem sempre é soberano. Patrick Charaudeau mostra o que escondem e o que revelam os políticos quando falam e quais os artifícios que utilizam para persuadir e seduzir os seus interlocutores. Coloca em evidência, ainda, as condições gerais de emergência e as estratégias que se oferecem a todo actor político, quaisquer que sejam as ideias e as posições por ele defendidas, e demonstra como uma mesma estratégia pode ser empregada em lugares diferentes do tabuleiro político. Leitura actual, destaca as questões do poder e da legitimidade da palavra política.

O Texto Argumentativo - Módulo Nº 6

Um texto argumentativo tem como objectivo persuadir alguém das nossas ideias. Deve ser claro e ter riqueza lexical, podendo tratar qualquer tema ou assunto.
É constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a ideia no ar, depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve, com argumentos convincentes e verdadeiros, e com exemplos claros. Deve também conter contra-argumentos, de forma a não permitir a meio da leitura que o leitor os faça. Por fim, deve ser concluído com um parágrafo que responda ao primeiro parágrafo, ou simplesmente com a ideia chave da opinião.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os Objectivos do Milénio

1º-Erradicar a pobreza extrema e a fome


 



-Reduzir para metade a percentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a 1 dólar por dia.
- Reduzir para metade a percentagem da população que sofre de fome.





2º-Alcançar o ensino primário universal





- Garantir que todos os rapazes e raparigas terminem o ciclo completo do ensino primário.








3º- Promover a igualdade de género e a autonomização da mulher








-Eliminar as disparidades de género no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis, até 2015.









4º-Reduzir a mortalidade de crianças










-Reduzir em dois terços a taxa de mortalidade de menores de cinco anos.








5º-Melhorar a saúde materna








-Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna.






6º-Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças



- Deter e começar a reduzir a propagação do VIH/SIDA.

- Deter e começar a reduzir a incidência de malária e outras doenças graves.





7º-Garantir a sustentabilidade ambiental





- Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais; inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais.

-Reduzir para metade a percentagem da população sem acesso permanente a água potável.

-Melhorar consideravelmente a vida de pelo menos 100 000 habitantes de bairros degradados, até 2020.












8º-Criar uma parceria global para o desenvolvimento


- Continuar a desenvolver um sistema comercial e financeiro multilateral aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório. Inclui um compromisso em relação a uma boa governação, ao desenvolvimento e à redução da pobreza, tanto a nível nacional como internacional.

- Satisfazer as necessidades especiais dos países menos avançados. Inclui o acesso a um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos avançados, um programa melhorado de redução da dívida dos países muito endividados, o cancelamento da dívida bilateral oficial e a concessão de uma ajuda pública ao desenvolvimento mais generosa aos países empenhados em reduzir a pobreza.

-Satisfazer as necessidades especiais dos países em desenvolvimento sem litoral e dos pequenos estados insulares.

- Tratar de uma maneira global os problemas da dívida dos países em desenvolvimento através de medidas nacionais e internacionais, a fim de tornar a sua dívida sustentável a longo prazo.

-Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e aplicar estratégias que proporcionem aos jovens um trabalho digno e produtivo.

-Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar acesso a medicamentos essenciais, a preços acessíveis, nos países em desenvolvimento.

-Em cooperação com o sector privado, tornar acessíveis os benefícios das novas técnologias, em particular os das técnologias da informação e comunicação.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Prémio Nóbel da Paz 2011

O Prémio Nobel da Paz 2011 foi atribuído a três mulheres: a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a activista também liberiana, Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman.


O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres «pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz».


Johnson Sirleaf, de 72 anos, economista formada em Harvard, é a primeira mulher presidente de África, eleita democraticamente em 2005.


Vista como reformista e pacifista quando assumiu o poder, Sirleaf apresenta-se novamente às eleições presidenciais, que decorrem este mês. Recentemente, opositores acusaram Sirleaf de comprar votos e usar fundos governamentais na campanha eleitoral, acusações que foram negadas.


Até 2003, a Libéria foi palco de uma guerra civil. Actualmente, o país luta pela manutenção da paz com a ajuda de missões das Nações Unidas.


A activista liberiana Leymah Gbowee organizou um grupo de mulheres cristãs e muçulmanas para desafiar os senhores da guerra na Libéria e foi a protagonista de uma «greve de sexo» que acabou por acabar com a guerra civil de 13 anos no país.


Tawakul Karman, de 32 anos, tem três filhos e liderou a organização Mulheres Jornalistas sem Correntes, um grupo de defesa dos direitos humanos. Tem desempenhado um papel fundamental na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de Janeiro.


O pai de Karman foi ministro dos assuntos legais no governo de Saleh. Karman é jornalista e membro do partido islâmico Islah.


Numa reação ao prémio, a iémenita diz que «esta é uma vitória da juventude em primeiro lugar. Estamos aqui para ganhar toda a nossa liberdade e dignidade. A revolta da juventude quer os seus direitos por inteiro».



-Ellen Johnson Sirleaf

 -Leymah Gbowee

 -Tawakul Karman

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Física 2011

A real academia de Ciências da Suécia anunciou na manhã desta terça-feira (4/10) que o prémio Nobel de física de 2011 vai para três pesquisadores que descobriram a aceleração da expansão do universo a partir da observação de supernovas distantes. Metade do prémio de 1,5 milhão de dólares (cerca de 2.8 milhões de reais) irá para o norte-americano Saul Perlmutter. A outra metade será dividida entre outros dois cientistas dos EUA: Brian Schmidt, que é radicado na Austrália, e Adam Riess.
De acordo com os jurados do Prémio Nobel, o estudo dos astrónomos permitiu novos entendimentos sobre a evolução do universo. Os dois grupos de pesquisadores descobriram que a expansão não estava a ir tão devagar como se pensava, na verdade estava a acelerar.
Schmidt recebeu o anúncio e sua casa na Austrália (às 21h no horário local) e falou ao vivo durante a cerimónia. "Tenho a mesma sensação que tive quando as minhas crianças nasceram. Estou muito animado e surpreso. Ocasionalmente as pessoas falavam sobre isso, mas eu não esperava pelo prémio" disse o premiado que afirmou que vai dormir em breve e que nestas próximas horas deve pensar em o que pretende fazer no dia seguinte ao anúncio. O professor afirmou que dará aula amanhã na Universidade justamente sobre o assunto que foi premiado.

-Descoberta de que a taxa de expansão do Universo está acelerando, e não reduzindo como se achava, resulta na premiação aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess (Nasa)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

5 de Outubro - Implantação da República

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de Outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.
A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de Outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.